Every plant is a teacher, each one having it’s very own, unique voice. If we sit and listen, we can hear what part of us a plant is calling out. Indeed, as the seasons turn and Spring is with us once more, the voices that are rising from the ground, bursting forth in frothy blossom and stretching out in lime green newness are oftentimes full of innocent freshness, joy and abundance, but can also have an echo of melancholic winter lingering at the edges.

Primrose is one such plant. The gently creamy flowers of this hardy plant are held from below by strong, hopeful and intent leaves. The ‘prima rosa’ is the first flower to greet us out of our hibernal hiatus, calling for movement, yet she too has been slumbering, and retains the depth of winter beneath her name.

I sit with a Primrose cupped in my palm, her delicate petals so bare to my balmy touch. Picking her on the warm banks of a sun saturated valley, and sitting now in the fire-warmed apothecary, my awareness of her fragility is heightened. Yet, as I take the thin stem between thumb and forefinger, and spin, her sun yellow core meets my eye, and we’re locked in a dance of her pale mesmeric force, reaching down to my centre. I have a dream that night, meandering the hazy alleyways of primrose territory. I dream of a girlhood experience, one lost in the depths of time. It’s a happening that left a deeper scar than I had realised, and the tender strength of primrose has clearly called it out, urging the new feelings of resilience and brave softness around this once sharp memory. It is clear that primrose sits in the shade, dwells at the edges, opens us to new perspectives on old stories with her resolute vulnerability.

If we are humble, quiet, open, we can mirror these gifts that the ground offers us. I invite you to sit with a cup of Primrose tea. What does she call from your winter depths?

LL x


Cada planta é uma ensinadora, cada uma com sua voz própria e única. Se nos sentamos e ouvimos, podemos ouvir que parte de nós uma planta está chamando. De fato, à medida que as estações mudam e a primavera está conosco mais uma vez, as vozes que estão surgindo do chão, explodindo em flor espumante e se estendendo em novidade verde limão, muitas vezes são cheias de frescor inocente, alegria e abundância, mas também podem ter um eco de inverno melancólico nas bordas.

A prímula é uma dessas plantas. As flores suavemente cremosas desta planta resistente são mantidas de baixo por folhas fortes, esperançosas e intencionais. A ‘prima rosa’ é a primeira flor a nos receber do nosso hibernal hiato, exigindo movimento, mas está adormecida e mantém a profundidade do inverno abaixo o nome dela.

Sento-me com uma prímula na palma da minha mão, suas pétalas delicadas tão nuas ao meu toque. Apanhando-a nas margens de um vale saturado de sol e sentada agora no boticário aquecido pelo fogo, minha consciência de sua fragilidade aumenta. Ainda, quando pego o fino talo entre os meus dedos e giro, seu núcleo amarelo encontra meu olho, e estamos presos em uma dança de sua pálida força mesmérica, descendo até o meu centro. Eu tinha um sonho naquela noite, caminhando pelos becos escuros do território de prímula. Eu sonho com uma experiência de infância, perdida nas profundezas do tempo. É um acontecimento que deixou um cicatriz mais profundo do que eu tinha percebido, e a força tenra da prímula claramente a chamou, exortando os novos sentimentos de resiliência e bravura suavidade em torno desta memória uma vez afiada. É claro que a prímula se senta à sombra, fica nas bordas, nos abre a novas perspectivas sobre histórias antigas com sua resoluta vulnerabilidade.

Se somos humildes, quietos, abertos, podemos espelhar esses presentes que a terra nos oferece. Convido-o a sentar-se com uma xícara de chá de Primrose. O que ela chama de suas profundezas de inverno?

LL x